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25 anos sem Jorge Amado: legado na Flipelô

ResumoJorge Amado, falecido há 25 anos, permanece como porta-voz da Bahia para o mundo. A 10ª edição da Flipelô, no Pelourinho, celebra o legado do autor com mesas e debates, esperando 250 mil visitantes. O escritor, que completaria 114 anos, mantém sua obra viva na cultura baiana e nacional.

A 10ª edição da Flipelô celebra os 25 anos da morte de Jorge Amado com mesas, debates e a expectativa de 250 mil visitantes no Pelourinho. O autor, que completaria 114 anos, segue como porta-voz da Bahia para o mundo.

Wallace Tibúrcio Macena
Wallace Tibúrcio Macena Jornalista de streaming e mercado audiovisual · 06 de agosto de 2026
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8.7/10
VereditoA 10ª edição da Flipelô celebra os 25 anos da morte de Jorge Amado com mesas, debates e a expectativa de 250 mil visitantes no Pelourinho. O autor, que completaria 114 anos, segue como porta-voz da Bahia para o mundo.

25 anos sem Jorge Amado: legado do autor ganha celebração na Flipelô

Há 25 anos, o Brasil perdia Jorge Amado (1912-2001), o contador de histórias que transformou as ruas, os aromas e a alma baiana em literatura universal. Autor de livros como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, Jorge Amado é a tradução da Bahia. A 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que começou na noite de terça-feira (4) e vai até domingo (9), celebra esse legado com uma programação que deve atrair cerca de 250 mil pessoas ao Pelourinho, em Salvador.

O que é a Flipelô e por que ela importa

A Flipelô é considerada a maior festa literária da Bahia. Realizada há dez anos, sempre em celebração ao aniversário de nascimento de Jorge Amado (10 de agosto), a festa ocupa as ruas do Pelourinho com mesas de debate, lançamentos e encontros com escritores. Neste ano, a edição marca um duplo aniversário: os 25 anos da morte do autor e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição que guarda seu acervo e sua memória.

Jorge Amado como tradutor da Bahia

Para o historiador Rafael Dantas, que participou de uma mesa em homenagem à fundação, a obra de Amado funciona como um registro visual e sensorial de Salvador. "É como se Jorge Amado fizesse selfies de Salvador", comparou, em entrevista à Agência Brasil. Dantas reforçou que o autor foi uma espécie de "tradutor desse modo de viver da Bahia e do Brasil ao longo do tempo".

Nas obras de Amado, a Bahia é descrita não só por suas ruas, comidas e casarios, mas também por seu povo e seus costumes. Toda sua obra promove uma reflexão sobre os problemas sociais brasileiros. "Jorge vai encontrar um momento de transição do ponto de vista social. Ele retrata uma sociedade baiana, tanto do sul como de Salvador, com resquícios de um passado que era o presente naquele período, com tensões raciais, desigualdades, questões de trabalho, questão de gênero", explicou Dantas.

A fundação que guarda o legado

Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, lembrou que os 25 anos de morte coincidem com os 40 anos de existência da instituição. "Todo esse acervo de Jorge Amado, os livros e tudo o que ele contou sobre o nosso povo e sobre a Bahia para o mundo, é fundamental para quem quiser", disse. Ela contou que a fundação recebe visitantes que afirmam ter vindo à Bahia por causa de Jubiabá, um dos romances mais célebres do autor. "Ele realmente soube contar sobre a nossa cultura e as nossas tradições de uma forma muito romanceada, muito agradável de ler."

O autor segue atual para novas gerações

O escritor Domingos Ailton, secretário de Cultura e Turismo de Jequié (BA) e autor de Anésia Cauaçu, livro sobre a primeira mulher que ingressou no cangaço, vê Amado como inspiração direta. "Jorge Amado é minha maior inspiração como escritor e um autor que teve uma importância muito grande para divulgar a cultura popular da Bahia", afirmou. Para ele, os livros escritos há 80 anos continuam atuais.

O luto e o humanismo na visão da família

Paloma Jorge Amado, filha do escritor, participou da mesa que debateu os 40 anos da fundação. Ela falou sobre os 25 anos sem o pai: "São 25 anos da morte do meu pai hoje e são 25 anos em que eu sinto tristeza a cada dia". Para ela, o pai deixou um "legado de humanismo, de igualdade e de fim para os preconceitos". "E é por isso que a gente luta", completou.

Como aproveitar a Flipelô

Quem quiser conferir a programação completa da festa pode acessar o site oficial do evento. A expectativa é de que 250 mil pessoas circulem pelo Pelourinho até domingo (9). A 10ª edição reafirma o papel de Jorge Amado como porta-voz da cultura baiana para o mundo, um legado que, como disse Angela Fraga, "tem que ser levado adiante para as gerações que não tiveram a oportunidade de conviver com ele ainda em vida". festa literária na Bahia melhores livros de Jorge Amado

Perguntas Frequentes

Quando acontece a Flipelô 2026?

A festa começou na noite de terça-feira (4) e vai até domingo (9), no Pelourinho, em Salvador.

Quantas pessoas são esperadas na Flipelô?

A organização espera cerca de 250 mil visitantes durante os dias de evento.

O que celebra a edição deste ano?

A 10ª edição celebra os 25 anos da morte de Jorge Amado e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado.

Quem organiza a Flipelô?

A festa é realizada há dez anos em celebração ao aniversário de Jorge Amado, com programação organizada pela Fundação Casa de Jorge Amado e parceiros.

Onde encontro a programação completa?

A programação está disponível no site oficial da Flipelô.

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