# Exposição destaca força de mulheres quilombolas no Rio

> A exposição Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência apresenta fotos, vídeos e instalações interativas sobre o protagonismo feminino em comunidades quilombolas fluminenses. A mostra permanece em cartaz até 28 de agosto no Museu da Justiça, com entrada gratuita. A curadoria destaca trajetórias de lideranças mulheres e a luta por território e memória.

*New Queer Cinema · Análises e Críticas · 28 de agosto de 2026 · Cássio Drummond Belforte*

A exposição Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência reúne fotos, vídeos e instalações interativas sobre o protagonismo feminino. Fica em cartaz até 28 de agosto no Museu da Justiça, com entrada gratuita.

A exposição Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência apresenta a trajetória de mulheres fundamentais para a história do estado, mas que muitas vezes permanecem no anonimato. Em cartaz no Museu da Justiça do Rio de Janeiro, no centro da cidade, a mostra é dedicada ao protagonismo dessas mulheres na luta por direitos. A entrada é franca e a classificação é livre.

A mostra reúne conteúdos históricos, fotografias, vídeos e instalações interativas que destacam a importância delas. Nas imagens, aparecem antigas líderes como Dandara dos Palmares, que teve papel decisivo na consolidação do Quilombo dos Palmares, e Dona Eva e Dona Uia, lideranças contemporâneas do Quilombo de Rasa, em Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

A historiadora Lydia de Carvalho, responsável pela curadoria, explica que a ideia é trazer ao público "um pouco da história e da existência, da vivência contemporânea dessas mulheres e dessas comunidades". Ela ressalta que as comunidades quilombolas são vivas, dinâmicas e plurais, e que a mostra tenta deslocar a figura da vivência quilombola do passado para o presente, atualizando a noção do público.

Um dos pontos altos é uma galeria em forma de árvore, que homenageia lideranças femininas contemporâneas. "A gente construiu como se fosse uma árvore e seus ramos e folhagens, a gente traz uma série de figuras que são lideranças femininas mulheres quilombolas da contemporaneidade", diz a curadora. A instalação faz alusão a uma construção coletiva, com trajetórias distintas, mas raízes semelhantes.

Outro destaque é um mapa que mostra as mais de 50 comunidades quilombolas reconhecidas oficialmente no estado. Segundo Lydia de Carvalho, o mapa ajuda a materializar a existência dessas comunidades e a dar voz e protagonismo a elas. A curadora também reforça a boa receptividade do público, incluindo escolas e visitantes espontâneos, de diversas faixas de idade e extratos sociais.

A exposição fica em cartaz até 28 de agosto no Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Para quem quer conhecer a história de resistência dessas mulheres, a visita é uma oportunidade de aproximação com uma vivência quilombola contemporânea, muitas vezes invisibilizada.

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Fonte (canonical): https://www.newqueercinema.com.br/analises-e-criticas/exposicao-destaca-forca-mulheres-quilombolas-rio-janeiro/
