Crítica · Análises e Críticas

Festival de cinema fantástico homenageia Liz Marins em SP

ResumoO CineFantasy, 17ª edição do festival de cinema fantástico, começa nesta terça-feira (1º) em São Paulo com 70 filmes de 24 países. O evento homenageia Liz Marins, criadora da personagem Liz Vamp, em programação que reúne produções nacionais e internacionais. A mostra ocorre em espaços culturais da capital paulista.

A 17ª edição do CineFantasy começa nesta terça-feira (1º) em São Paulo, com 70 filmes de 24 países e homenagem a Liz Marins, criadora da personagem Liz Vamp.

Cássio Drummond Belforte
Cássio Drummond Belforte Programador de cineclube e divulgador de cinema autoral · 02 de setembro de 2026
Festival de cinema fantástico homenageia Liz Marins em SP
6.6/10
VereditoA 17ª edição do CineFantasy começa nesta terça-feira (1º) em São Paulo, com 70 filmes de 24 países e homenagem a Liz Marins, criadora da personagem Liz Vamp.

O CineFantasy, Festival Internacional de Cinema Fantástico, abre sua 17ª edição nesta terça-feira (1º) em São Paulo, com 70 filmes de 24 países e territórios. A programação, que segue até 6 de setembro, celebra a trajetória de Liz Marins, atriz que há 25 anos criou a personagem Liz Vamp, ícone do cinema e da televisão brasileira. Assim como o pai, José Mojica Marins, o Zé do Caixão, Liz construiu reconhecimento explorando o gênero fantástico, que engloba horror, ficção científica, contos e lendas.

O festival apresenta curtas e longas-metragens nacionais, latino-americanos e de outros continentes, exibidos pela primeira vez na capital paulista. Os títulos se distribuem entre as mostras Animação Fantástica, Brasil Fantástico, Estudante, Fantasia, FantasTeen, Ficção Científica e Horror. Diferentemente das edições anteriores, concentradas em um único local, o evento agora ocupa o Museu da Imagem e do Som, o Cine Olido, o Centro de Formação Cidade Tiradentes e 26 Centros de Educação Unificados (CEUs). Os filmes também chegam às plataformas gratuitas DarkFlix+ e SpCine Play.

A descentralização responde a uma demanda do público, que relatava dificuldade de locomoção até o Centro. "São Paulo é uma cidade grande, com uma extensão territorial enorme e problemas de locomoção", diz Eduardo Santana, diretor e idealizador do CineFantasy. O evento se propõe a ser porta de entrada para que filmes de novos cineastas ganhem visibilidade.

Além das exibições, o festival sedia mostras competitivas nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro. A premiação, com o troféu José Mujica/CineFantasy, ocorre na sessão de encerramento no MIS. O Melhor Curta e o Melhor Longa recebem indicação para a Fantlatam, a Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantástico.

A abertura traz a première brasileira do documentário Occupy Cannes, de Lily-Hayes Kaufman, e a exibição de Lúmen, curta de Marcos DeBrito. Lúmen nasceu na Oficina de Cinema da 16ª edição, criado por 30 participantes em um único dia, e retorna como obra finalizada, depois de estrear na Índia e circular por festivais internacionais. Occupy Cannes documenta a trajetória da Troma, produtora independente ativa desde os anos 1970, no mercado do Festival de Cannes desde 1974. "A produtora serviu de celeiro para grandes nomes, como Samuel L. Jackson e os criadores de South Park", explica Eduardo Santana.

Na mostra competitiva de Longas-Metragens Nacionais, duas estreias mundiais: Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista, de Roger Elarrat, ambientado na Amazônia entre horror e realismo fantástico, e O Retrato de Sarah, de Leonardo Costa, sobre uma artista que converte compradores em arte. A seleção internacional inclui a estreia mundial de Sangrar (Bleed), dirigido por Dawson Doupé, Ryder Doupé e Tadeaš Tapper, com a presença de um dos diretores na exibição.

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