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Rio Cello: festival de violoncelos leva música ao Rio

ResumoRio Cello, maior festival de violoncelos do Brasil, ocorre de 8 a 16 de junho no Rio de Janeiro. O evento oferece apresentações gratuitas em museus, igrejas e praças, com abertura no Museu da República, incluindo dança nos jardins. A programação reúne concertos e atividades culturais, consolidando o festival como referência nacional em música de cordas.

O Rio Cello, maior festival de violoncelos do país, começa neste sábado (8) e vai até domingo (16) com apresentações gratuitas em museus, igrejas e praças do Rio. Abertura terá dança nos jardins do Museu da República.

Cássio Drummond Belforte
Cássio Drummond Belforte Programador de cineclube e divulgador de cinema autoral · 10 de agosto de 2026
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VereditoO Rio Cello, maior festival de violoncelos do país, começa neste sábado (8) e vai até domingo (16) com apresentações gratuitas em museus, igrejas e praças do Rio. Abertura terá dança nos jardins do Museu da República.

Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro

O Rio Cello, considerado o maior festival de violoncelos do país, abre neste sábado (8) a 32ª edição com uma programação gratuita que se espalha por museus, igrejas e praças do Rio de Janeiro. Até domingo (16), a música de concerto ocupa endereços como o Museu da República, no Catete, e a Sala Cecília Meireles, no centro. A abertura, nos jardins do museu, combina dança e música brasileira em homenagem a Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

A resposta direta para quem quer saber o que é o festival: trata-se de um evento gratuito, com mais de uma década de história, que leva apresentações de violoncelo e outras linguagens artísticas para locais públicos e privados da capital fluminense. Nesta edição, a novidade fica por conta do Cello Kids, dedicado às crianças, e da comemoração dos 20 anos do Cello Dance.

Onde o Rio Cello acontece em 2026

Além do Museu da República, as apresentações ocorrem no Espaço Cenáculo, no Flamengo, na Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, na Praça Pio X, e na Sala Cecília Meireles, os dois últimos no centro. A diversidade de espaços reflete a proposta do festival: sair dos teatros e ocupar a cidade.

A abertura, neste sábado (8), terá a dançarina e coreógrafa Chris Cecconelo dançando em homenagem a Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Ao lado dela, o cellista Lui Coimbra, que estreia no festival, e os violinistas Karolin Broosch e Thiago Cosmo. O concerto conta ainda com o grupo Amores do Rio, a Camerata Laranjeiras e os corais Cantos da Urca e Cantos do Largo, sob regência do maestro Jonas Hammar.

A origem: da Candelária à popularização da música clássica

O Rio Cello nasceu como um encontro de violoncelistas idealizado pelo cellista inglês David Chew, radicado no Brasil há mais de 40 anos. A motivação veio de um episódio marcante: a chacina da Candelária, em que crianças e adolescentes em situação de rua foram mortos no entorno da igreja, no centro do Rio. Na época, David integrava a Sinfônica Brasileira e foi chamado para ajudar uma sobrevivente de cinco ou seis anos, muito abalada. A tentativa de amenizar a dor com música não funcionou naquele momento, mas despertou a vontade de ajudar crianças de rua e de comunidades.

Desde então, David mantém a intenção de popularizar a música clássica e de homenagear o maestro Heitor Villa-Lobos, sua maior inspiração. "Isso para mim é o grande lance do festival. Democratizar e ser aberto para o público. Qualquer pessoa pode ver e assistir", disse em entrevista à Agência Brasil.

Números que impressionam: 500 mil pessoas e 10 mil artistas

O festival já levou a música de concerto a mais de 500 mil pessoas. "É um caminho muito feliz e realizador", afirmou o fundador. Os dados da organização mostram que, desde a criação, 10 mil artistas participaram das apresentações em mais de 500 locais do Brasil. Do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao Cristo Redentor, do Palácio Itamaraty às quadras das escolas de samba Mangueira e Beija-Flor, de estações do MetrôRio a comunidades como o Complexo da Maré, Pavão-Pavãozinho e Dona Marta.

Para David, porém, o mais importante é levar as crianças das comunidades para ver apresentações no Theatro Municipal, no Museu do Amanhã ou na Candelária. "É muito importante que elas conheçam esses lugares a que normalmente não têm acesso fácil", afirmou.

Cello Kids e Cello Dance: as novidades da edição

A renovação deste ano inclui a estreia do Cello Kids, dedicado às crianças. No sábado (15), o auditório do Museu da República recebe, das 11h às 12h, a Escolinha de Música Rio Cello, projeto de formação mantido durante o ano. Entre 13h e 16h, a Oficina Cello Kids acontece no Espaço Educação e nos jardins do museu, com a participação de cellistas mirins. O dia terá ainda a apresentação do Coral das Marés.

Outra celebração é o aniversário de 20 anos do Cello Dance, projeto que une violoncelo e dança. Nesse período, o projeto saiu dos teatros e ocupou estações de metrô, praças, museus e palcos ao ar livre. O público é convidado a fazer parte da cena.

Encerramento: Bettina Dalcanale e o Canto do Cisne Negro

No domingo (16), às 11h, os jardins do Museu da República recebem o retorno à dança de Bettina Dalcanale, primeira solista do Theatro Municipal nos anos 90 e primeira bailarina a participar do projeto que antecedeu o Cello Dance. Ela vem de Lisboa, Portugal, para interpretar O Canto do Cisne Negro, de Heitor Villa-Lobos, ao som do cello de David Chew. A coreografia é assinada por Mônica Barbosa, e Bettina dançará descalça.

"Eu tenho 64 anos e parei de dançar há 15. Encerrei minha carreira e o último foi um balé no Theatro Municipal", contou. A emoção é ainda maior porque a neta, de cinco anos, verá a avó dançar pela primeira vez. "Acho que até topei fazer isso, porque a minha neta tem cinco anos e ela adora balé", disse. David Chew observa: "Acho que uma primeira bailarina topar dançar na grama é incrível".

A programação de encerramento inclui ainda David Chew com as pianistas Fernanda Canaud e Claudia Tolipan; o grupo Cello Popular, com Lauro Lira, Dave Haughey, David Chew e Mateus Ceccato; e a obra Três Filósofos, composta por Dave Haughey especialmente para o festival, com os bailarinos Felipe Padilha, Inês Carijó e Monica Burity.

Violonsalada e patrocínio: como se sustentar

Na véspera do encerramento, sábado (15), às 17h, a Sala Cecília Meireles recebe o tradicional Violonsalada, um mix de tudo o que aconteceu na edição, com números anunciados na hora. O nome nasceu dentro do próprio festival e traduz seu espírito.

Atualmente, o Rio Cello é patrocinado pela prefeitura do Rio e pela Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS). No início, porém, era difícil conseguir recursos. "Eu fui batendo nas portas dos consulados e embaixadas pedindo que ajudassem o festival", contou David, que ainda mantém contato com patronatos e lembra do apoio do Itamaraty.

Perguntas Frequentes

Quando começa o Festival Rio Cello 2026?

O festival começa neste sábado (8) e segue até domingo (16), com programação gratuita em vários espaços do Rio de Janeiro.

Onde acontecem as apresentações do Rio Cello?

Os locais incluem Museu da República (Catete), Espaço Cenáculo (Flamengo), Casa Museu Eva Klabin (Lagoa), Igreja de Nossa Senhora da Candelária, Praça Pio X e Sala Cecília Meireles (centro).

O que é o Cello Kids?

É uma novidade desta edição, com oficinas e formação para crianças, incluindo a Escolinha de Música Rio Cello e a Oficina Cello Kids, no sábado (15), no Museu da República.

Quem é David Chew?

David Chew é o cellista inglês, radicado no Brasil há mais de 40 anos, que idealizou o festival. Ele mantém a intenção de popularizar a música clássica e homenagear Heitor Villa-Lobos.

Como o festival se financia?

O Rio Cello é patrocinado pela prefeitura do Rio e pela Secretaria Municipal de Cultura, via Lei do ISS, e também conta com apoio de patronatos e do Itamaraty.

Para a programação completa, o público pode acessar o perfil @riocellooficial. O projeto também estará presente na Semana de Artes do Rio, de 16 a 20 de setembro.

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