# Festival em Tiradentes celebra laços da cozinha mineira com Portugal

> O Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, em sua 29ª edição, reuniu cerca de 70 mil visitantes em dez dias até 30 de agosto. O tema Minas Lusitânia destacou a conexão histórica entre a culinária mineira e a portuguesa, com pratos e ingredientes que refletem essa herança. O evento encerrou com balanço positivo de público e programação.

*New Queer Cinema · Análises e Críticas · 01 de setembro de 2026 · Cássio Drummond Belforte*

Cerca de 70 mil pessoas circularam nos dez dias da 29ª edição do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, encerrado em 30 de agosto. O tema Minas Lusitânia celebrou os laços entre a cozinha mineira e Portugal.

Cerca de 70 mil pessoas circularam nos dez dias da 29ª edição do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, encerrado no último domingo (30) na cidade histórica de Minas Gerais. Visitantes, chefes de cozinha e produtores locais trocaram experiências e aprenderam novas técnicas em aulas de cozinha ao vivo, palestras e espaços interativos. O tema da edição, Minas Lusitânia, revelou como ingredientes, técnicas e costumes de referência portuguesa se tornaram parte da identidade gastronômica mineira.

O curador gastronômico Rusty Marcellini, que idealizou o tema, contou que viagens a Portugal o fizeram perceber as similaridades entre as duas cozinhas. "Existe uma identidade muito grande entre Portugal e Minas Gerais, e as pessoas não têm essa consciência", afirmou, citando a cultura dos quintais, das hortas e do porco, como o leitão a pururuca e a charcutaria do Alentejo. A plataforma Fartura Brasil, organizadora do evento, também atua em Portugal desde 2018, com expedições de pesquisa, uma edição do Festival Fartura em Lisboa e participação no Essência do Vinho.

No Largo das Forras, o Espaço Conhecimento e o Espaço Interativo do Sistema Fecomércio de Minas Gerais receberam o público. Um dos eventos mais concorridos foram os desafios culinários, competição em que o público fazia o prato proposto por um chefe ao vivo. No domingo, o chefe Ronie Peterson, especialista em gastronomia do Senac de Minas, ensinou uma galinhada. A primeira colocada foi Zoraide Santos, 58 anos, que atua na culinária em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A professora Juju Guerra, da Universidade de Lavras, preparou o risoni das Gerais com pato, paio, cachaça e torresmo no sábado (29).

Os estandes de restaurantes também marcaram presença. O Bar do Zezé, de Belo Horizonte, trouxe uma tonelada de barriga de porco para o consagrado torresmo de rolo. O restaurante Ilhote Sul, de Macaé, serviu cerca de 3 mil porções de frutos do mar, com destaque para o pão de queijo recheado com polvo e molho romesco. Na Vinícola Trindade, foi lançado um guia com as rotas do vinho e das vinícolas do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, promovido pela ONU Turismo. O diretor de investimentos do escritório para as Américas, Daniel Nepomuceno, afirmou que a iniciativa privada brasileira investe R$ 20 bilhões no setor.

Para a 30ª edição, em 2027, ainda não há tema definido. Rusty Marcellini adiantou que gostaria de homenagear os participantes frequentes e, quem sabe, falar da América Latina. "É o festival gastronômico mais longevo do Brasil", lembrou. A organização do evento viajou a convite do Fartura Brasil.

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Fonte (canonical): https://www.newqueercinema.com.br/analises-e-criticas/festival-tiradentes-celebra-lacos-cozinha-mineira-portugal/
