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Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais

ResumoRock in Rio 2026 mantém foco em defesa de projetos socioambientais, com investimento de R$ 118 milhões e alcance de 1 milhão de beneficiados. A edição reforça a meta de distribuir 2 milhões de pratos de comida em parceria com a Ação da Cidadania. O festival consolida ações de sustentabilidade e impacto social como eixo central de sua operação.

Rock in Rio 2026 reforça causas sociais e ambientais: R$ 118 milhões investidos, 1 milhão de beneficiados e meta de 2 milhões de pratos com a Ação da Cidadania.

Undine Sá Carolino
Undine Sá Carolino Ensaísta de cultura visual e teoria queer · 06 de setembro de 2026
Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais
7.7/10
VereditoRock in Rio 2026 reforça causas sociais e ambientais: R$ 118 milhões investidos, 1 milhão de beneficiados e meta de 2 milhões de pratos com a Ação da Cidadania.

O Rock in Rio começou sua edição 2026 nesta sexta-feira (4), na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, e mantém o foco em projetos socioambientais que atravessam seus 41 anos de história. A preocupação com causas sociais e ambientais avançou principalmente a partir de 2001, quando foi criado o projeto Por Um Mundo Melhor. Entre as atrações da edição estão Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, DJ Alok, Maroon 5, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho.

Segundo a organização do festival, a atuação em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos, mais de 200 instituições apoiadas e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas diretamente. Na área social, o projeto de combate à fome Ação da Cidadania mantém parceria com o evento há 25 anos. O público poderá conhecer o trabalho ao visitar a área exclusiva construída no festival.

"Lá, você vai poder conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa história, que começou com Betinho há mais de 33 anos, fazer sua doação e se juntar à Ação da Cidadania no combate à fome", informou o projeto em seu perfil no Instagram. A parceria nesta edição tem a meta de alcançar 2 milhões de pratos de comida. No gramado da Cidade do Rock, foi instalado o Pratômetro, painel que mostra, em tempo real, o andamento das doações até o último dia de shows.

"Nesta edição avançamos mais uma vez com a parceria com a Ação da Cidadania. A gente tem trabalhado as áreas social e ambiental em três escalas, aquilo que é o curto, médio e longo prazos", explicou Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa produtora do festival. No curto prazo, o foco é o combate à fome. No médio prazo, a parceria histórica com a organização Gerando Falcões, que desenvolve o projeto Favela 3D. "É uma transformação lindíssima em favelas de pequena escala para melhorar a vida e trazer dignidade, cortar ali o nível mais brabo de pobreza e para que as pessoas possam voar e fazer as suas jornadas."

No longo prazo, estão projetos na área ambiental, como a Amazônia Live, já realizada por duas vezes, para conscientização ecológica e preservação da Floresta Amazônica. "Conversamos para fora e para dentro. Para fora as iniciativas sociais, para dentro os compromissos de como gerir resíduo, como tratar da água e do consumo de energia", acrescentou. Nesta edição, há ainda espaço destinado a pessoas com deficiência, com sala de sensibilização sensorial para neurodivergentes, além do Espaço Plural, contra a violência de gênero, e do Espaço Delas, para conexão entre mulheres. "Com essas iniciativas, o Rock in Rio amplia sua atuação para além dos palcos e reforça uma mensagem que acompanha a experiência do festival: respeito, cuidado e pertencimento também fazem parte do show", concluiu Medina.

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