Crítica · Bastidores

Ministério homologa tombamento de palacete no Rio

ResumoO Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, no Rio de Janeiro, teve seu tombamento homologado pelo Ministério da Cultura, abrangendo também seus jardins. O processo tramitava no Iphan desde 1990 e agora produz os efeitos previstos no Decreto-Lei nº 25, de 1937, que organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional.

O Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e de seus jardins, no Rio. O processo tramitava no Iphan desde 1990 e agora passa a produzir efeitos previstos no Decreto-Lei nº 25, de 1937.

Cássio Drummond Belforte
Cássio Drummond Belforte Programador de cineclube e divulgador de cinema autoral · 14 de setembro de 2026
Ministério homologa tombamento de palacete no Rio
9.0/10
VereditoO Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e de seus jardins, no Rio. O processo tramitava no Iphan desde 1990 e agora passa a produzir efeitos previstos no Decreto-Lei nº 25, de 1937.

O Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e de seus jardins, na cidade do Rio de Janeiro. A Portaria 314/2026, publicada nesta segunda-feira (14), formaliza uma decisão que já havia sido aprovada por unanimidade pelos integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em junho. O processo tramitava no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1990.

Para quem acompanha a preservação do patrimônio carioca, o caso do palacete é daqueles que mostram como a proteção de um imóvel pode levar décadas para se completar. A homologação agora passa a produzir os efeitos previstos no Decreto-Lei nº 25, de 1937, principal marco legal de proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. Na prática, o imóvel e seus jardins contam com proteção definitiva, o que assegura a preservação de suas características históricas, arquitetônicas e paisagísticas.

O casarão foi erguido entre 1900 e 1906 e dado de presente de casamento a dois integrantes de famílias tradicionais da elite carioca: Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, fundador do Jockey Club Brasileiro. O imóvel tem escadarias e estátuas de mármore, pisos em mosaico, além de um enorme jardim, uma das últimas áreas verdes da região. No total são mais de 1,1 mil metros quadrados e 30 cômodos.

O palacete já havia sido tombado pelo município e pelo estado. Em junho deste ano, recebeu o tombamento do Iphan. Na decisão, o então Palacete Linneo de Paula Machado passou a incorporar o nome de Celina Guinle, como forma de resgatar a figura dela. O imóvel foi comprado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que restaurou e construiu um anexo no terreno. O local abriga a Casa Firjan desde 2018.

A homologação encerra uma tramitação iniciada há mais de três décadas e consolida a proteção em três esferas: municipal, estadual e federal. Para o circuito de quem pesquisa arquitetura e memória urbana, vale acompanhar como a Casa Firjan vai conciliar o uso cultural com as novas obrigações de preservação. patrimônio histórico do Rio

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