Rádio Nacional celebra 90 anos com Somos Uma Só Nacional
Neste sábado (12), a Rádio Nacional completa 90 anos com o especial Somos Uma Só Nacional. Das 13h às 17h, estúdios de seis praças estarão interligados em tempo real, com transmissão também pelo YouTube.
Neste sábado (12), a Rádio Nacional completa 90 anos e escolheu marcar a data com um programa que só o rádio permite: seis praças falando ao mesmo tempo, como se estivessem na mesma sala. Das 13h às 17h, no horário de Brasília, o especial Somos Uma Só Nacional interliga os estúdios de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, São Luís, Amazônia e Alto Solimões. A transmissão também vai ao ar em vídeo pelo canal da emissora no YouTube.
A Rádio Nacional celebra 90 anos neste sábado com uma programação que reúne mais de sete apresentadores de diferentes localidades, além de artistas, pesquisadores e profissionais da comunicação. O programa recupera momentos marcantes da trajetória da emissora, hoje integrante da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e apresenta iniciativas produzidas para o aniversário, como o documentário 90 anos em 90 histórias, série com episódios diários em contagem regressiva para a data, entrevistas e acervos raros.
Quem acompanha a Nacional há décadas reconhece o gesto: a rádio sempre foi uma forma de aproximar quem está longe. Em 31 de maio de 1958, quando Brasília ainda se erguia no cerrado, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurava a Rádio Nacional de Brasília. A emissora operava em ondas médias e curtas e permitia que os candangos que trabalhavam na construção da cidade se comunicassem com suas famílias em outras regiões. Esse mesmo impulso abriria caminho, em 1977, para a estreia da Rádio Nacional da Amazônia.
A presidente da EBC, Antonia Pellegrino, afirma que a Rádio Nacional chega aos 90 anos como um patrimônio do país e como uma emissora alinhada às demandas atuais de seu público. "O rádio permanece vivo, forte e presente. Ele se reinventa e estamos atentos a essas transformações", diz. O diretor-geral da EBC, Thiago Regotto, acrescenta que o especial é inédito porque coloca as emissoras em diálogo, reforçando que são uma mesma marca pública.
A programação de sábado terá âncoras das rádios de Brasília (FM 96,1 MHz e AM 980 kHz), Rio de Janeiro (FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz), São Paulo (FM 87,1 MHz), Amazônia (11.780 kHz e 6.180 kHz OC), Alto Solimões (FM 96,1 MHz) e São Luís (FM 93,7 MHz). Ouvintes de Recife também poderão acompanhar pela frequência FM 87,1 MHz.
Entre as participações confirmadas estão Marcos Valle, Hamilton de Holanda, Márcia Kambeba, Carol Carneiro, Tom Zé, Flávio Venturini, Claudio Nucci, Flávia Bittencourt, Da Gama, Manoel Cordeiro, Patrícia Bastos, Ellen Oléria e Roberto Menescal. O especial recebe ainda Guilherme Strozi, Raquel Júnia e Jailton Sodré, da equipe de produção, e o jornalista Dylan Araújo, responsável pelo Rádio Memória. Há também entrevista com representantes da Estácio de Sá, escola de samba que preparou uma nova versão do samba-enredo Alô! Alô! Brasil!, apresentado em 1997 nas comemorações dos 40 anos da rádio, com letra atualizada com nomes da equipe atual da Nacional.
O documentário PRK30 - O Rádio pelo Avesso, lançado nos cinemas nesta semana do aniversário, também entra na pauta. O filme resgata o PRK-30, programa humorístico que marcou a Era de Ouro do rádio brasileiro e integrou a grade da emissora. A celebração inclui ainda quadros como Eu já fui Nacional, com depoimentos de empregados que passaram pela rádio, e uma radionovela sobre a história da rede, organizada em linha do tempo desde a inauguração da Nacional do Rio de Janeiro até a chegada das demais emissoras da marca.
A Rádio Nacional foi fundada no Rio de Janeiro pelo grupo do Jornal A Noite em 12 de setembro de 1936, com o prefixo PRE-8. Ganhou força em 1940, quando foi incorporada à União e se firmou como fenômeno de expressão da cultura popular brasileira. Teve papel central na transmissão de notícias para todo o território com o Repórter Esso, apresentado pelo jornalista Heron Domingues. Em 1941, inaugurou a era das radionovelas no Brasil com Em busca da felicidade, texto do cubano Leandro Blanco adaptado por Gilberto Martins. Em 1942, abriu seu auditório, palco de atrações comandadas por estrelas como Paulo Gracindo e César de Alencar. No ano passado, o programa Tarde Nacional SP foi escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como melhor programa cultural de rádio de 2025.